‘Transformamos uma semente descartada em um produto com valor de mercado’, destaca empreendedora amapaense
Evelyn Silveira, CEO da startup Kupulatte, vê no Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia uma oportunidade para fortalecer negócios sustentáveis ligados à bioeconomia.
Evelyn Silveira (a esquerda), CEO da Startup Kupulatte, chocolate feito da semente do cupuaçu A apresentação da versão consolidada do Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (Peas), realizada pelo Governo do Amapá durante a programação do Junho Verde 2026, reuniu histórias que mostram como a inovação e o empreendedorismo podem transformar recursos da floresta em oportunidades de desenvolvimento. Uma delas é a da jovem empreendedora Evelyn Silveira, CEO da Startup Kupulatte.
“Transformamos uma semente que antes era descartada em um produto com valor de mercado. Conseguimos unir conhecimento científico, inovação e matéria-prima regional para criar produtos que geram renda para agricultores e mostram o potencial da biodiversidade amazônica”, destacou Evelyn.
Criada quando Evelyn ainda era estudante de engenharia química na Universidade do Estado do Amapá (Ueap), a Kupulatte produz chocolates e bombons a partir das sementes do cupuaçu nas concentrações de 50%, 75% e 100%, a matéria-prima fornecida por agricultores de municípios de Porto Grande e Tartarugalzinho. O processo inclui fermentação, secagem, torra e beneficiamento das sementes até a fabricação dos produtos finais.
Para o pesquisador e professor da Universidade Federal do Amapá (Unifap), José Tavares, iniciativas como essa reforçam a importância da política pública apresentada pelo estado.
Biodiversidade transformada em oportunidade
"O plano chega em um momento necessário para organizar o aproveitamento sustentável dos recursos naturais e valorizar quem vive nos territórios. Ele representa o compromisso do Estado em reconhecer a relação entre a biodiversidade, a população local e o desenvolvimento econômico. É um instrumento que conecta biodiversidade, desenvolvimento econômico e inclusão social, além de orientar o uso sustentável dos recursos naturais, garantindo que essa riqueza beneficie quem vive nos territórios. O plano contribui justamente para inserir as comunidades tradicionais, agricultores e empreendedores nesse processo de valorização da nossa biodiversidade," enfatizou Tavares.

O diretor-presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga, destacou que o plano representa uma escolha estratégica para o futuro do estado.
“Esse momento simboliza muito mais do que a entrega de um plano. Simboliza a escolha de um modelo de desenvolvimento que respeita nossa identidade, valoriza as riquezas naturais e cria oportunidades para quem vive no Amapá. Sob a liderança do governador Clécio Luís, o estado avança na construção de uma agenda econômica moderna, capaz de atrair investimentos, gerar emprego e renda, fortalecer a economia local e melhorar a vida das pessoas com responsabilidade ambiental e segurança jurídica”, afirmou.

Com a implementação do Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia, empreendedores, produtores rurais e comunidades tradicionais passarão a contar com ações voltadas à capacitação, assistência técnica, acesso a mercados e atração de investimentos, fortalecendo cadeias produtivas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Amapá.







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