Junho Verde 2026: Governo do Amapá entrega plano que amplia investimentos e fortalece cadeias da sociobioeconomia
Versão consolidada do Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia, uma das principais iniciativas do governador Clécio Luís, estabelece diretrizes para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis.
Governo do Amapá entrega plano consolidado de sociobioeconomia Como parte da programação da campanha Junho Verde 2026, o Governo do Amapá apresentou nesta quarta-feira, 10, no auditório do Sebrae/AP, a versão consolidada do Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (Peas), documento que reúne estratégias e ações voltadas ao fortalecimento da economia da floresta e que passa a orientar investimentos estruturantes para o setor nos próximos anos. Considerado uma das principais iniciativas da gestão do governador Clécio Luís, o instrumento revoluciona o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis.
Lançado durante a COP30 como uma proposta estratégica do estado para expandir a iniciativa no mercado internacional, o plano chega agora à sua versão consolidada após um amplo processo de construção participativa envolvendo órgãos públicos, setor produtivo, comunidades de povos tradicionais, povos originários, quilombolas, pesquisadores, organizações da sociedade civil e parceiros institucionais.
“O que entregamos hoje é um plano que foi feito a muitas mãos, com a colaboração de todos. Conseguimos construir um diagnóstico consistente das cadeias produtivas da sociobioeconomia e identificar nossos principais potenciais. Ouvimos quem vive e trabalha nos territórios para compreender as particularidades e desafios de cada região. Esse processo participativo é uma marca da gestão Clécio Luís que fortalece o plano e garante uma política pública mais eficiente, inclusiva e alinhada às necessidades das comunidades tradicionais, associações e cooperativas”, destacou a secretária de Estado do Meio Amabiente, Taisa Mendonça,.

Valorizando os recursos naturais do Amapá, o instrumento promove o aproveitamento sustentável dos recursos da floresta e das tradições regionais. O plano abrange 11 cadeias produtivas, que vão desde o artesanato e a gastronomia amapaense até a industrialização de produtos agrícolas, o desenvolvimento de fármacos e cosméticos e a comercialização de madeira certificada e rastreada. São setores que já movimentam a economia do estado e que têm grande potencial de expansão no mercado da economia verde.
O especialista e consultor do plano, Sérgio Moreira, pontuou que a construção coletiva que iniciou em junho de 2024 posiciona o Amapá no início de uma nova era, momento em que deixar de produzir apenas commodities para produzir produtos com alto valor agregado.
“O diferencial deste plano está na construção participativa. O Amapá reuniu conhecimento técnico, saberes tradicionais e a experiência dos produtores para criar uma estratégia sólida, capaz de transformar ativos ambientais em oportunidades de desenvolvimento sustentável com geração de emprego, renda e dignidade para as pessoas das zonas urbanas e interioranas a partir de seus recursos naturais”, reforçou.

A diretora-superintendente do Sebrae no Amapá, Alcilene Cavalcante, enfatizou que o documento conecta biodiversidade, inovação, indústria e inclusão social em um novo ciclo de prosperidade.
“Nós, no Sebrae, junto com o governo do estado, estamos transversalizando a bioeconomia, a linha da bioeconomia em todas as nossas atuações de mercados, desde inovação, de atendimento, de relacionamento com o cliente, levando o conceito de bioeconomia e a prática nos nossos projetos para esse importante setor, que é o nosso caminho, do nosso Amapá do desenvolvimento”, destacou.

O consultor técnico Edejair Alves, destaca que a entrega da versão consolidada do Peas representa um marco na construção de uma política pública revolucionária voltada ao desenvolvimento sustentável regional e à valorização dos territórios.
"Este é um momento histórico para o Amapá. Estamos apresentando a consolidação de um processo que envolveu mais de mil pessoas entre oficinas, workshops e encontros realizados em diferentes regiões do estado. O plano reúne uma visão estratégica para a sociobioeconomia e define 11 cadeias produtivas prioritárias, que agora passam a contar com projetos estruturantes para transformar diretrizes em ações concretas. É essa etapa que vai permitir tirar o plano do papel e materializar políticas capazes de gerar oportunidades, fortalecer os territórios e impulsionar uma economia baseada na sustentabilidade e na valorização dos nossos ativos ambientais", ressaltou Alves.

Próximos passos
Dentro de sua modelagem econômica, o instrumento gestor prevê ações voltadas ao fortalecimento da produção, agregação de valor, assistência técnica, inovação, acesso a mercados e atração de investimentos para atividades ligadas à biodiversidade da amazônia amapaense.
Consolidado e entregue, o Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia entra na fase de elaboração do projeto de lei que instituirá a política pública no estado. O texto é submetido à análise da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e, posteriormente, encaminhado para apreciação do governador Clécio Luís. Em seguida, a proposta é enviada à Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) para discussão e votação. Após a aprovação dos parlamentares, a lei será sancionada pelo chefe do Poder Executivo Estadual.
Com a institucionalização da política, terá início a fase de implementação coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Entre as ações previstas estão programas de capacitação, assistência técnica e fortalecimento das cadeias produtivas prioritárias, que serão desenvolvidas em parceria com o Sebrae Amapá.
Nesta etapa, produtores rurais, extrativistas e empreendedores da sociobioeconomia terão acesso a qualificação voltada à gestão, inovação, agregação de valor e sustentabilidade, conciliando conhecimentos tradicionais com técnicas modernas de produção de mercado.
O Peas foi construído de forma colaborativa com a participação de dez órgãos estaduais e apoio da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF), do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Agência do Bem (Sitawi).

Confira a programação atualizada Junho Verde 2026
Sábado, 13 de junho
- Ação de Limpeza da Orla Beira Rio
Horário: 7h
Local: Orla Beira Rio. Percurso: Rampa do Açaí até Estação de Captação de Água da CSA
Sábado e domingo, 20 e 21 de junho
- Torneio de Futlama
Hora: 14h
Local: Orla/Trapiche Eliezer Levy





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