Operação Rastro: PC do Amapá intercepta R$ 250 mil e mira esquema de lavagem ligado ao tráfico
Ação integrada entre forças do Amapá e Pará mobilizou equipes terrestres e apoio aéreo para desarticular estrutura financeira suspeita de abastecer facções criminosas
AF/ILUSTRATIVA MACAPÁ, AP — A Polícia Civil do Estado do Amapá (PCAP) deflagrou nas primeiras horas desta sexta-feira (5) a Operação Rastro, uma ação de alta complexidade voltada ao combate à lavagem de dinheiro supostamente vinculada a facções criminosas e ao tráfico de drogas. Coordenada pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), a ofensiva contou com apoio da Polícia Civil do Pará (PCPA) e do Grupo Tático Aéreo (GTA) do Amapá.
Durante a operação, os agentes impediram a retirada de R$ 250 mil em espécie que, segundo as investigações, seriam provenientes de atividades ilícitas.
As apurações tiveram início em janeiro de 2025, após o setor de inteligência da Polícia Civil identificar movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade declarada de uma conta empresarial monitorada pelos investigadores. De acordo com a polícia, ao longo dos últimos meses foram realizados mais de 50 depósitos em dinheiro vivo na mesma conta bancária, padrão frequentemente associado à prática de ocultação da origem de recursos ilícitos.
A investigação avançou nesta semana, quando os agentes descobriram a existência de um saque programado no valor de R$ 250 mil em uma agência bancária localizada no município de Tomé-Açu, no estado do Pará. A justificativa apresentada para a retirada do dinheiro foi considerada genérica e sem comprovação comercial, aumentando as suspeitas de que a operação financeira integrava um esquema de lavagem de capitais.
Diante da possibilidade de perda de provas e visando garantir o fator surpresa, a DRACO montou uma operação estratégica interestadual. Equipes especializadas se deslocaram até o Pará com suporte aéreo do GTA e apoio operacional da Polícia Civil paraense, realizando monitoramento, vigilância e acompanhamento dos investigados.
Durante o cumprimento da ação, foram executados dois mandados judiciais de busca e apreensão em imóveis ligados aos alvos da investigação. Além dos R$ 250 mil que seriam sacados, os policiais apreenderam aparelhos celulares, documentos contratuais, registros financeiros e outros materiais que serão submetidos à perícia técnica.
Segundo a Polícia Civil, o conjunto de provas apreendidas será fundamental para rastrear o fluxo do dinheiro, identificar possíveis integrantes da organização criminosa e aprofundar as conexões com o tráfico de drogas.
Em nota, a instituição destacou que o foco da Operação Rastro é atingir diretamente a base financeira das facções criminosas.
“Lavagem de dinheiro é o mecanismo que dá sustentação econômica às facções. Ao interceptar esse fluxo, estamos não apenas recuperando recursos, mas cortando o suprimento que financia outras práticas criminosas”, informou a Polícia Civil do Amapá.
As investigações seguem em sigilo e novas diligências, prisões e medidas judiciais poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações.
A Operação Rastro reforça a estratégia das forças de segurança do Amapá de atuar de forma integrada e interestadual no enfrentamento ao crime organizado, especialmente no combate às estruturas financeiras responsáveis por sustentar atividades ilícitas.





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