Amapá é o 2º estado do país em crescimento proporcional de empregos formais em abril
Dados do Novo Caged apontam saldo de 898 novas vagas com carteira assinada, liderado pelo setor de serviços e com destaque para a contratação de mulheres e jovens.
Setor de serviço foi o que mais empregou em abril, segundo dados do Caged O Amapá é o segundo estado com maior crescimento proporcional na geração de empregos formais do país, registrando um saldo positivo de 898 novas vagas com carteira assinada em abril de 2026. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com um avanço de 0,8% no estoque de empregos, o estado ficou atrás apenas do Acre (+0,9%) no ranking nacional de crescimento relativo.
O governador Clécio Luís celebrou o resultado, destacando que os números refletem o impacto direto das políticas públicas voltadas para o desenvolvimento social e a atração de novos investimentos para a região. Segundo o chefe do Executivo estadual, garantir emprego com carteira assinada é a principal ferramenta de transformação e dignidade para as famílias amapaenses.
"Ficar no topo da geração de empregos no país não é por acaso, é fruto de muito trabalho e de um ambiente de confiança que estamos construindo no Amapá. Cada nova vaga preenchida representa uma família que conquista estabilidade, dignidade e comida na mesa. Nosso compromisso político e humano é continuar desburocratizando o estado, apoiando o empreendedor e investindo em infraestrutura para que o amapaense encontre aqui a oportunidade que ele precisa para prosperar", considerou Clécio.

Para o economista e vice-governador do estado, Teles Júnior, o desempenho reflete a maturidade do mercado de trabalho amapaense, que consegue manter um ritmo forte de expansão mesmo diante de oscilações no cenário federal. Ele pondera, no entanto, que o crescimento atual exige um olhar estratégico focado no longo prazo e no fortalecimento do setor privado.

"O Amapá segue na contramão do encolhimento — quando o Brasil desacelera, o estado acelera. Um saldo de +898 empregos em abril com variação relativa de +0,85% não é número pequeno para uma economia de 105 mil vínculos formais. É sinal de que a formalização avança, mas o desafio continua sendo o mesmo: ampliar cada vez mais a participação das empresas na geração de empregos. Diversificar essa base de produção tem sido a tarefa que a próxima década impõe ao Amapá", avalia o gestor.
Setores que mais empregaram
O setor de serviços foi o principal motor da economia amapaense no mês, sendo responsável por 738 novos postos de trabalho. Os segmentos de Comércio, Indústria e Agropecuária também fecharam o período com saldo positivo. A construção Civil foi o único setor que apresentou retração nas vagas.
A capital, Macapá, centralizou o dinamismo econômico do estado ao concentrar a maior parte das oportunidades, com saldo de 924 postos de trabalho. Outras cidades que também registraram expansão no mercado formal foram Santana, Tartarugalzinho e Oiapoque.

Perfil dos trabalhadores
As mulheres foram as principais beneficiadas pelo mercado de trabalho em abril, ocupando 515 das novas vagas, enquanto os homens responderam por 383 postos. O nível de escolaridade com maior absorção foi o ensino médio completo, que liderou as admissões com 780 vínculos. A juventude também ganhou espaço, com 443 vagas preenchidas por jovens entre 18 e 24 anos.

Cenário nacional
No cenário brasileiro, o saldo de abril fechou positivo com 85.888 empregos formais. O salário médio de admissão no país subiu para R$ 2.386,56, representando uma alta de 0,7% em comparação com o mês de março. No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, o Brasil soma 699.762 vagas criadas, superando a marca de 1,05 milhão de novos postos nos últimos 12 meses.





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