'Agora temos um espaço digno que preserva a memória do povo amapaense', diz pesquisadora na entrega do Parque Residência
Coordenado pela pesquisadora Elke Rocha, Projeto de Salvaguarda une ciência e política pública para transformar monumento histórico em polo vivo de cidadania e educação patrimonial.
A professora e pesquisadora da Unifap, Elke Rocha, coordenadora do Projeto de Salvaguarda da Memória, durante a entrega do espaço A construção da memória coletiva do povo amapaense ganhou um impulso decisivo por meio de uma cooperação estratégica entre o Governo do Estado e a Universidade Federal do Amapá (Unifap). Pesquisadores e historiadores da instituição de ensino atuaram diretamente na verificação, preservação e difusão dos fatos que moldaram a região. Essa união de esforços aliou o rigor científico acadêmico à estrutura da gestão pública para preencher lacunas históricas e valorizar as trajetórias locais, no que diz respeito à reconstrução histórica do Parque Residência Governador Janary Gentil Nunes.
Essa articulação institucional possui uma importância estratégica que ultrapassa o registro documental de arquivos. Ao transformar pesquisas em políticas públicas de patrimônio, o Estado e a universidade consolidam as bases da identidade cultural da população. O conhecimento gerado nos campi é devolvido à sociedade em forma de pertencimento, garantindo que as futuras gerações compreendam as origens de suas tradições e o desenvolvimento do território.
“Agora temos um espaço digno que preserva a memória do povo amapaense. Esse ambiente é totalmente dedicado ao passado, mas mostra uma perspectiva de futuro para as novas gerações”, destacou a professora e pesquisadora da Unifap, Elke Rocha, responsável pela coordenação do Projeto de Salvaguarda da Memória da antiga residência oficial.

O reflexo prático dessa cooperação se consolida no Projeto de Salvaguarda da Memória da antiga residência oficial. O espaço foi totalmente planejado para funcionar como um centro dinâmico de preservação e visitação pública. O ambiente também apresenta uma organização do acervo mobiliário, fotográfico e textual do local, assegurando o tratamento técnico adequado de objetos que testemunharam decisões políticas cruciais para o antigo Território Federal.
“Nesse ambiente ocorreram muitas decisões políticas, mas ele também foi um local onde pessoas trabalharam e sustentaram suas famílias. Sejam copeiros, garçons, lavadeiras, governantas ou cozinheiras, muitas atividades foram desenvolvidas aqui para fazer essa casa girar. Tudo isso colocamos em evidência no espaço dedicado às memórias da residência”, completou a professora Elke.

A revitalização desse monumento representa um reencontro definitivo dos amapaenses com a sua própria história e ancestralidade. Mais do que um museu estático, a antiga residência se estabelece como um ambiente vivo de educação patrimonial e fortalecimento da cidadania. A iniciativa prova que a união entre a produção de conhecimento científico e a vontade política é o caminho mais sólido para manter viva a memória de um povo.
Novo Parque Residência
O Parque Residência foi concebido para proporcionar uma experiência imersiva ao público. Ao todo, o local conta com seis salas de exposições, que irão apresentar desde os primeiros registros da formação do estado até acontecimentos mais recentes, conectando gerações por meio da história.
Diferente dos antecessores, o governador Clécio Luís decidiu não residir no local, mas sim transformá-lo em um complexo turístico voltado ao desenvolvimento econômico e preservação da memória amapaense. Com essa ação, o patrimônio nº 0001 do Governo do Amapá, que abrigou 22 governadores — de Janary Nunes a Waldez Góes — inicia uma nova fase.
Previsto no Plano de Governo, o Parque Residência é a retomada de um espaço que estava fechado há aproximadamente 10 anos. A antiga casa do governador tem 9 mil metros quadrados e está localizado na Rua Cândido Mendes, no Centro de Macapá, próximo à orla da cidade.





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