Governo do Amapá amplia controle prisional e zera apreensões de celulares na 11ª fase da Operação Mute
Foram mais de 100 policiais empregados em quatro unidades do Iapen durante ação nos dias 18 e 22 de maio. Pela terceira edição consecutiva, nenhum equipamento eletrônico foi encontrado.
Celas minuciosamente revistadas durante ação no Iapen O Amapá está mais seguro também pelos resultados alcançados pelo Governo do Estado dentro do sistema prisional. É o que aponta o relatório da 11ª fase da Operação Mute, iniciativa nacional que intensifica revistas em celas e estruturas dentro das penitenciárias contra entrada de celulares e outros equipamentos de comunicação remota, e que nas unidades amapaenses, nenhum aparelho deste tipo foi apreendido pela terceira edição consecutiva.
A operação ocorreu entre os dias 18 e 22 de maio em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, e sob a coordenação do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), alcançou quase 540 pessoas privadas de liberdade da Penitenciária Feminina (PEF), Colônia Penal (COP), Penitenciária Masculina (PEM) e Unidade Policial Penal José Eder (UPPJE).

O diretor do Iapen, Luiz Carlos Gomes, enfatizou a natureza integrada e estratégica da operação como forma de asfixiar a comunicação de integrantes de grupos criminosos e desmobilizar ações delituosas de indivíduos sob custódia estatal. Gomes destacou, ainda, que a redução histórica de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) ao menor patamar em 15 anos, além da redução de roubos em quase 70%, se deve também ao sucesso das políticas implementadas pelo Governo do Amapá dentro das penitenciárias.
“O resultado obtido na Operação Mute vem acompanhado de todo um trabalho que é diário e orientado por procedimentos operacionais padrão que implementamos dentro do sistema penal. Saímos de 186 celulares apreendidos em duas fases no ano de 2023, início da atual gestão, para zero nas duas operações de 2026 e na última de 2025. Isso tudo mostra a eficiência do nosso controle interno, nossos protocolos de segurança, que refletem em tranquilidade nas ruas para a população”, concluiu o diretor.

Modernização do sistema penal
Os avanços se estendem para além dos protocolos de busca e revista. Uma das inovações implementadas pela gestão estadual é a Divisão de Operações Drones (Deod). Criado em 2025, o grupo emprega aeronaves equipadas com visão noturna e sensores de calor no patrulhamento aéreo do perímetro prisional. O uso da tecnologia já contribuiu para a queda na entrada de materiais ilícitos em cerca de 70% no Cadeião em 2025.
Outra frente ampliada é a Inteligência Prisional, que atua na coleta, análise e produção de dados como forma de prevenir, monitorar e neutralizar ações do crime organizado dentro e fora das penitenciárias. Os relatórios de inteligência saltaram de 80 em 2023 para mais de 130 em 2025, utilizados para qualificar indivíduos e orientar tomadas de decisão por toda a segurança pública para desarticulação da criminalidade.








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