Governo do Amapá promove ciclo de formação do Programa Escola da Terra para educadores do campo e quilombolas
Capacitação pedagógica reúne professores do ensino fundamental até esta quarta-feira, 29.
Evento conta com educadores de 12 escolas do campo e quilombolas de Macapá O Governo do Amapá está realizando o I módulo do ciclo de formação do Programa Escola da Terra. A iniciativa, que segue até esta quarta-feira, 29, na Escola Estadual Tiradentes, é voltada para a qualificação de professores do 1º ao 5º ano do ensino fundamental que atuam em 12 escolas do campo e em comunidades quilombolas.

“Estou extremamente feliz com a formação da Escola da Terra. A gente precisa se atualizar para aplicar estratégias em nossos territórios, compartilhando saberes com os nossos colegas e construindo um processo educacional que tenha a nossa cara, que tenha o nosso lugar como referência. Estamos sempre à disposição para dar suporte e viabilizar as condições necessárias para garantir direito à formação e à educação”, pontua a secretária de Estado da Educação, Francisca Oliveira.
O evento busca fortalecer as práticas pedagógicas voltadas às especificidades das populações rurais e remanescentes de quilombos da região da Pedreira e arredores, áreas rurais de Macapá. De acordo com a gerente do Núcleo de Educação do Campo, Eliana Barbosa, a formação garante que o direito à aprendizagem chegue a todas as regiões.

“O Escola da Terra é uma ação voltada à formação continuada de professores que atuam em turmas dos anos iniciais e, prioritariamente, em turmas multisseriadas. O objetivo central é instrumentalizar esses profissionais com metodologias que possam colaborar com o processo de ensino-aprendizagem nas escolas do campo, das águas, das florestas e quilombolas. Então, a ideia é relacionar os saberes e priorizar a vivência dos estudantes, dialogando com esse processo de ensino”, explica a gerente.
Uma das educadoras participantes é Gleise Ranniele, da Escola Estadual Bacaba. Para ela, a formação é essencial porque considera a realidade das escolas dos territórios no processo de planejamento do ensino.

Atualmente, nós atuamos com 17 alunos, multisseriados, do fundamental 1. Essa formação é de extrema importância para dentro da nossa comunidade, pois ela abrange o campo, as águas e as florestas. Então, vem falar sobre a comunidade ribeirinha, trata sobre o multi-seriado dentro da nossa escola, além de considerar nossos pontos de partida, as dificuldades, e ainda abrange questões como valor e cultura”, diz a professora Gleise Ranniele.
O ciclo de formação também ocorre em municípios de outras regiões do estado. A iniciativa é uma parceria estratégica com a Universidade Federal do Amapá (Unifap) e o Instituto Federal do Amapá (Ifap), por meio do Governo Federal.





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