Governo do Amapá e Ministério da Saúde promovem debate sobre saúde sexual de adolescentes e fortalecem rede de proteção
Encontro reuniu profissionais de saúde e educação para qualificação sobre sexualidade, prevenção e garantia de direitos de crianças e jovens no estado.
Profissionais absorveram conhecimentos para norteá-los a orientar público infantojuvenil sobre sexualidade, evitando riscos à saúde dos menores O Governo do Amapá, em parceria com o Ministério da Saúde, promoveu nesta sexta-feira, 18, um debate voltado à saúde sexual de adolescentes. O evento reuniu profissionais das áreas da Saúde e Educação que atuam diretamente com o público infantojuvenil no setor público. A iniciativa reforça a necessidade de integrar políticas públicas e ampliar o diálogo sobre temas como prevenção e acolhimento, superando tabus no ambiente escolar e familiar.
O seminário teve como base a intersetorialidade, utilizando o Programa Saúde na Escola (PSE) como principal ferramenta de articulação. A proposta é qualificar os profissionais para lidar com equidade, diversidade, prevenção da gravidez na adolescência e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), além de fortalecer a rede institucional com a participação de órgãos estaduais, municipais e federais.

A coordenadora do PSE pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Darcineyde Dias, destacou que o debate surgiu de uma demanda dos próprios profissionais da ponta.
“Muitas vezes o profissional encontra barreiras para tratar a temática com adolescentes, tanto na escola quanto nos serviços de saúde. Existe um conflito entre o que a legislação garante e o que, por vezes, os responsáveis compreendem, o que gera insegurança na atuação profissional”, explicou a coordenadora.
Darcineyde ressaltou que o foco ultrapassa o aspecto biológico. “Estamos falando de sexualidade, prevenção, cuidado, respeito e autonomia, além da prevenção de abusos. Precisamos envolver os pais nesse processo para que compreendam a importância do tema para a segurança dos próprios filhos”, acrescentou.

Informação e Prevenção

Durante o encontro, o representante do Ministério da Saúde, Bruno Martins, destacou que o conhecimento é a ferramenta fundamental para transformar realidades.
“Quando existe conhecimento, os profissionais conseguem orientar melhor os adolescentes em uma fase de transição tão importante. Discutir temas sensíveis é essencial para prevenir agravos como doenças, gravidez precoce e situações de violência”, afirmou Martins.
Impacto na Rede de Atendimento
Na prática, profissionais que atuam diretamente com o público infantojuvenil já vislumbram avanços a partir da qualificação. A psicóloga Naiana Carmo, do Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Infantil (Savvi), que funciona no Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), enfatizou a importância do diálogo preventivo.
“Muitos pais não conversam com os filhos sobre sexualidade por receio, mas a falta de orientação é um risco. Nosso trabalho é educar para prevenir o abuso, que é uma realidade preocupante. O seminário amplia o nosso olhar sobre como abordar as famílias com respeito e clareza”, pontuou a psicóloga.

A assistente social do HCA, Keila Lobato, avaliou o encontro como estratégico para aprimorar o fluxo de atendimento.
“Já temos serviços especializados como o Savvi, mas o debate fortalece a rede. Quanto mais preparados estivermos, mais eficiente será o acolhimento e a proteção dessas crianças e jovens”, afirmou.

Ao integrar Saúde e Educação, o Governo do Estado promove o acesso à informação qualificada, prevenindo riscos e consolidando uma rede de cuidado mais humanizada e preparada para os desafios contemporâneos da juventude amapaense.






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