Governo do Amapá amplia proteção infantil com medicamento contra a Síndrome Respiratórias Aguda Grave no Hospital Estadual de Santana
Unidade iniciou aplicação do injetável “Nirsevimabe” em fevereiro deste ano; público-alvo são recém-nascidos prematuros e crianças de até 2 anos com comorbidades.
Publico alvo são recém-nascidos prematuros e crianças com até 2 anos de idade com comorbidades Desde o dia 27 de fevereiro, o Hospital Estadual de Santana (HES) passou a integrar a estratégia do Governo do Amapá para reforçar a proteção de bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com o uso do medicamento Nirsevimabe em recém-nascidos prematuros atendidos na unidade. Até o momento, 12 bebês já foram contemplados pelo anticorpo, a ação voltada especialmente ao público infantil mais vulnerável a complicações por comorbidades.
O VSR é um dos principais causadores de infecções respiratórias em crianças pequenas, podendo evoluir para quadros graves como bronquiolite e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente em prematuros e crianças com comorbidades. O período entre abril e agosto concentra o maior número de casos das doenças respiratórias, o que reforça a importância da prevenção antecipada para reduzir internações e garantir maior segurança ao público infantil.

De acordo com a responsável técnica da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do HES, Daniella Sanches, a estratégia prioriza recém-nascidos prematuros, que já são automaticamente elegíveis para receber o imunizante.
“Nasceu prematuro, com até 36 semanas e seis dias, já é feita a solicitação para ele receber a dose. Não precisa ter comorbidade diagnosticada, porque a prematuridade por si só já indica maior risco”, explica.
Disponibilidade interna
A profissional também destaca que a aplicação não ocorre por demanda espontânea, mas sim mediante solicitação médica e disponibilidade do imunizante.
“A gente não faz livre demanda porque não temos estoque contínuo. A vacina é solicitada e, quando disponível, é administrada nas crianças internadas. Em alguns casos, o bebê recebe alta e retorna à unidade apenas para a imunização”, detalha Danella. Segundo ela, o número reduzido de aplicações no hospital, no total de 12 de fevereiro até o momento, se deve ao perfil da unidade, que não é classificado como de alto risco.

A iniciativa faz parte de uma política mais ampla do Governo do Estado para enfrentamento das síndromes respiratórias no período sazonal, garantindo cuidado integral desde o nascimento. Além do HES, o Hospital da Criança e do Adolescente também realiza a aplicação do Nirsevimabe, fortalecendo a rede de proteção à saúde infantil e contribuindo para a redução de casos graves associados ao VSR.
Casos elegíveis
Confira a lista de comorbidades que se encaixam para aplicação do niservimabe, elegíveis até menores de 2 anos:
- Cardiopatia congênita
- Síndrome de down
- Doença pulmonar crônica
- Fibrose cística
- Doenças neuromusculares
- Anomalia de vias aéreas
- Iimunocomprometidos

A estratégia prioriza recém-nascidos prematuros, que já são automaticamente elegíveis para receber o imunizante





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