Seja bem-vindo
Macapá ,06/04/2026

  • A +
  • A -

Governador Clécio garante patrocínio para o Ciclo do Marabaixo 2026: 'para preservar, salvaguardar e promover nossa cultura'

Programação cultural gratuita iniciou no Sábado de Aleluia e segue até junho, com atividades nos barracões e na Central do Marabaixo.

agenciaamapa.com.br
Governador Clécio garante patrocínio para o Ciclo do Marabaixo 2026: 'para preservar, salvaguardar e promover nossa cultura' Marabaixeiras conduziram governador Clécio Luís na roda de marabaixo

Reunindo representantes das associações dos sete barracões culturais de Macapá, o Ciclo do Marabaixo 2026 iniciou neste Sábado de Aleluia, dia 4 de abril. A programação, que conta com patrocínio do Governo do Estado assegurado pelo governador Clécio Luís pelo quarto ano consecutivo, é gratuita e vai até junho.

"Essa é uma tradição ancestral que se reinicia. Nós temos hoje sete barracões apoiados integralmente com um valor inédito de patrocínio, tudo para preservar, salvaguardar e promover o nosso Marabaixo. E eu concordo que podemos fazer mais para que o Marabaixo esteja em todo lugar, na escola, com a juventude, popularizar de fato, para que as pessoas saibam de onde nós viemos e que essa é a nossa cultura", ressaltou Clécio Luís.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO CICLO DO MARABAIXO 2026

Governador Clécio Luís determinou manutenção do patrocínio aos barracões para o Ciclo do Marabaixo 2026
Governador Clécio Luís determinou manutenção do patrocínio aos barracões para o Ciclo do Marabaixo 2026
Foto: Ruan Alves/GEA

A abertura do Ciclo do Marabaixo 2026, que integra o calendário cultural do Amapá, foi realizado no barracão Dica Congó, no bairro Central. O início do Ciclo marca o reencontro das comunidades com seus saberes ancestrais, reunindo famílias, grupos culturais e visitantes em torno do rufar das caixas, dos cantos e da valorização da cultura afro-amapaense.

"É uma imensa honra ter o governador aqui conosco. É preciso valorizar o que é nosso. E esse amor é traduzido através desse patrocínio que mantém o Ciclo durante três meses de atividades, dentro e fora dos barracões. Esse patrocínio mantém nossa tradição viva e trazendo as pessoas para os nossos barracões. O Marabaixo é nossa cultura e por isso precisa ser sempre apoiado e expandido", comentou a coordenadora do grupo Raízes da Favela, Elísia Congó.

Governador Clécio Luís na roda de marabaixo
Governador Clécio Luís na roda de marabaixo
Foto: Ruan Alves/GEA

Seis grupos culturais são responsáveis pelos rituais e celebrações do Ciclo, em Macapá. O rufar das caixas e o rodar das saias acontecem em sete barracões: Berço do Marabaixo, Raízes da Favela Dica Congó, Associação Zeca e Bibi Costa (Azebic), na Favela (bairro Santa Rita); Marabaixo do Pavão e Raimundo Ladislau, no Laguinho, e União Folclórica de Campina Grande (UFCG) e Santíssima Trindade da Casa Grande, na região rural de Macapá.

"Nós temos compromisso com a Santíssima Trindade e a gente tem feito isso com muito amor, muita dedicação e muita responsabilidade. Não basta ter só a vontade de fazer, mas a gente precisa ser responsável daquilo que faz. E quando a gente recebe o recurso público, a gente tenta fazer mais e mais. E o governador tem demonstrado esse carinho e essa responsabilidade com a nossa cultura. Somos muito gratos por isso", citou Valdinete Costa, do Barracão Tia Gertrudes.

Ciclo do Marabaixo 2026 integra política de valorização da cultura e do turismo do Amapá
Ciclo do Marabaixo 2026 integra política de valorização da cultura e do turismo do Amapá
Foto: Ruan Alves/GEA

O Ciclo do Marabaixo acompanha o calendário da Igreja Católica e é marcado pelo culto ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade. Em 2026, com o tema “Encontro de Gerações e Saberes da Nossa Terra”, as atividades ocorrem até 7 de junho, o chamado “Domingo do Senhor”, após a celebração de Corpus Christi. 

Além das programações no barracões, o Governo promove a Central do Marabaixo, de 30 de abril a 2 de maio, no Centro de Cultura Raimundinha Ramos, no bairro do Laguinho. Com a participação de todos os grupos, organizados em estandes, o espaço permitirá que amapaenses e visitantes conheçam a história e os elementos da cultura marabaixeira, como a gengibirra, as bandeiras, os mastros e a murta, além de acompanhar o que acontece nos barracões durante o período festivo. 

Com o fomento do Governo do Estado, o Ciclo do Marabaixo reforça o compromisso com a preservação das tradições populares e o fortalecimento da identidade cultural do Amapá, além de impulsionar o turismo e a economia criativa local.

Ciclo do Marabaixo é realizado simultaneamente em sete barracões de Macapá
Ciclo do Marabaixo é realizado simultaneamente em sete barracões de Macapá
Foto: Ruan Alves/GEA

Política de salvaguarda

Reconhecido desde 2018 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o Marabaixo faz parte da política de valorização cultural do Governo do Estado. O apoio financeiro resulta no impulsionamento das atividades e difusão do Marabaixo, condicionando a manutenção do selo concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Além disso, o Marabaixo está presente na política de eventos e nas campanhas de divulgação turística do Amapá para outros estados e países conduzidas pelo Governo do Estado. Em 2025, por exemplo, a manifestação cultural foi base para o documentário “Amazônia Negra: Expedição Amapá”, apresentado por um dos principais artistas da música brasileira e embaixador do Marabaixo, Carlinhos Brown.

A cultura do Amapá também foi parar na Marquês de Sapucaí através da Estação Primeira de Mangueira no Carnaval 2026, no Rio de Janeiro, com o enredo "Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra"; e inspirou o projeto “Marabaixo: Tradição do Amapá” eternizou na voz da cantora, compositora e instrumentista Alcione e artistas amapaenses os ladrões de Marabaixo.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.