Governo do Estado e Ficco deflagram megaoperação com mais de 100 mandados de prisão, busca, apreensão e suspensão de empresas ligadas ao narcotráfico
Além do Amapá, ação integrada desta terça-feira, 31, também ocorreu simultaneamente nos estados do Pará, Roraima, Ceará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
’Operação Abadom’ mobilizou policiais em oito estado contra o narcotráfico Uma megaoperação deflagrada pelo Governo do Estado em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) no início desta terça-feira, 31, impôs uma dura derrota à criminalidade. A ‘Operação Abadom’ cumpriu 54 mandados de prisão preventiva, outros 64 de busca e apreensão, além de ordens judiciais para suspensão de empresas vinculadas ao narcotráfico e sequestro de bens ligados às atividades delituosas.
O secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Cézar Vieira, destacou que a operação teve êxito em demolir a estrutura logística, capturar infratores e asfixiar as contas do grupo criminoso com atuação interestadual, por meio da ação simultânea nos estados do Pará, Roraima, Ceará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além do Amapá.

“Reafirmamos mais uma vez que, no Amapá, a criminalidade não tem espaço, desta vez demonstrando a qualidade técnica dos nossos policiais, a integração com as instituições federais e de outros estados, assim como o resultado dos investimentos e decisões políticas adotadas pela gestão do governador Clécio Luís”, enfatizou o secretário.
Desarticulação da logística criminosa
Segundo a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Amapá (PC-AP), o grupo criminoso seria o principal fornecedor de drogas, como cocaína e crack, traficando do Pará para o Amapá. Para dificultar a detecção do dinheiro ilícito pelos órgãos de controle, eles faziam um verdadeiro “tripé” de ocultamento
Uma das estratégias consistia no fracionamento de valores em pequenos depósitos para burlar as verificações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão vinculado ao Banco Central.

Outras formas utilizadas pelos criminosos era o emprego de empresas de fachada, como lojas de veículos e de serviços automotivos, além do uso de “laranjas” para registro de imóveis e outros bens em nome de terceiros, tudo para tentar integrar o capital ilícito à economia regular, tentativas todas já identificadas e desarticuladas pelas forças policiais.
Integração pela Segurança
O coordenador de Operações da Polícia Federal (PF), delegado Everton Manso, destacou que a ampla integração entre as instituições garantiu o êxito operacional em todas as Unidades da Federação envolvidas.

“Essa união foi o que garantiu a capilaridade das ações ao mesmo tempo em oito estados, o que comprova a capacidade dos servidores federais e estaduais em atuar de maneira estratégica e incisiva, unidos contra o crime organizado”, ressaltou o delegado.
No Amapá participaram, além da Polícia Civil e a Polícia Federal, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope/PM-AP), Polícia Penal e o Grupo Tático Aéreo da Sejusp (GTA). No Pará e em São Paulo, além da Força Integrada já presente em todos os demais estados, as ações contaram com apoio das polícias Civil e Militar locais, respectivamente.





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