Simulação em ambulancha fortalece atendimento ao AVC e integra rede de urgência no Amapá
Treinamento reuniu cerca de 30 servidores do Samu na etapa teórica e contou com simulação realística com equipe de plantão para qualificar resposta em áreas de difícil acesso.
Simulação em ambulancha fez parte do treinamento de cerca de 30 profissionais da saúde para aprimorar atendimento rápido a pacientes com AVC O Governo do Amapá promoveu uma qualificação voltada ao atendimento pré-hospitalar ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), com atividades teóricas e uma simulação realística em ambiente aquaviário, como parte das ações do Programa Amapá Contra o AVC, em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A iniciativa teve como objetivo ampliar e fortalecer a rede de atendimento às urgências neurológicas em todo o estado.
A etapa teórica reuniu cerca de 30 servidores do Samu. Já a simulação prática foi realizada com a equipe de plantão, composta por um enfermeiro, um técnico de enfermagem, um médico e dois condutores marítimos; um responsável pela condução da ambulancha e o outro atuando como vítima durante o exercício, além da equipe responsável pela capacitação, que acompanhou toda a atividade a bordo.
A simulação reproduziu um cenário de resgate na Ilha de Santana, considerando a realidade geográfica do Amapá, onde parte da população vive em áreas de difícil acesso. Durante o exercício, foram avaliados o tempo-resposta das equipes, a comunicação com a Central de Regulação, o atendimento no desembarque, o pranchamento da vítima e o encaminhamento ao Hospital de Emergência (HE) de Macapá.

Resposta rápida
O treinamento contou com o apoio do "Angels Initiative", programa internacional que qualifica hospitais e equipes de saúde para melhorar o fluxo de assistência, reduzir o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento e ampliar as chances de recuperação dos pacientes.
O Hospital de Emergência de Macapá é a principal porta de entrada para pacientes com suspeita de AVC que necessitam de diagnóstico por tomografia e tratamento especializado de alta complexidade, onde as equipes estão preparadas para reconhecer precocemente os sintomas e iniciar o atendimento com agilidade.
Atendimentos integrados

De acordo com Alessandro Rômulo, consultor científico da Angels Initiative, a realização de simulações realísticas em diferentes cenários é fundamental para qualificar o atendimento e integrar os serviços de saúde.
“Treinar as equipes em situações que refletem a realidade local, como o transporte aquaviário, é essencial para reduzir o tempo de resposta e garantir que o paciente com AVC receba atendimento adequado o mais rápido possível. Essa integração entre os serviços faz toda a diferença no desfecho clínico”, destacou.
A metodologia está sendo expandida para outros pontos da rede, com a capacitação de profissionais da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte, da Unidade Mista de Saúde de Laranjal do Jari e do próprio Samu, fortalecendo a atuação integrada entre os serviços.

Fluxos assistenciais
Durante os encontros, também são reforçados os fluxos assistenciais que orientam desde o primeiro contato do paciente com a unidade de saúde até a transferência para o hospital de referência. A estratégia busca garantir uma resposta mais rápida, integrada e eficiente em todo o estado, reduzindo o tempo até o tratamento e aumentando as chances de recuperação dos pacientes.
A iniciativa faz parte das ações permanentes de qualificação das equipes e de fortalecimento da linha de cuidado ao AVC no Amapá, considerando as particularidades logísticas e territoriais da região, especialmente no atendimento a comunidades ribeirinhas e localidades afastadas dos centros urbanos.






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