Governo do Amapá capacita profissionais da saúde para agilizar atendimento a vítimas de AVC
Treinamento reuniu representantes de unidades de saúde da capital e do interior para padronizar protocolos de assistência e reduzir o tempo de resposta aos pacientes
Representantes das unidades de saúde alinham protocolos e expandem a capacitação de profissionais no atendimento a vítimas de AVC Representantes das unidades de saúde de Macapá e do interior participaram, na manhã desta segunda-feira, 23, de uma reunião promovida pelo Governo do Amapá para alinhar e expandir a capacitação de profissionais no atendimento a vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), com foco na redução do tempo de resposta e na aplicação correta dos protocolos clínicos.
A iniciativa teve o objetivo de ampliar e fortalecer a rede de atendimento às urgências neurológicas no estado. O protocolo, já adotado no Hospital de Emergência (HE) -, onde as equipes estão preparadas para identificar rapidamente os sinais de um AVC, passa agora por um processo de expansão. Agora, as competências estão sendo compartilhadas com profissionais de outras unidades, garantindo que apliquem corretamente os fluxos de encaminhamento e tratamento. A metodologia está sendo repassada agora aos representantes da UPA Zona Norte, da Unidade Mista do Laranjal do Jari e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), para garantir uma resposta mais ágil e integrada com toda a rede assistencial.
Durante o encontro, foram reforçados os protocolos que orientam desde o primeiro contato do paciente com a unidade de saúde até a transferência para o HE, referência no atendimento de casos de alta complexidade no Amapá e porta de entrada para pacientes que necessitam de diagnóstico por tomografia e tratamento especializado.
Unidades qualificadas
O treinamento conta com o apoio do Angels Initiative, programa internacional que qualifica hospitais e equipes de saúde para melhorar o fluxo de assistência, reduzir o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento, ampliando as chances de recuperação dos pacientes.
Segundo o consultor científico Alessandro Rômulo, da Angels Initiative, o estado já possui os recursos necessários para o tratamento da doença e, agora, o foco está na integração da rede de atendimento.

“O Amapá já conta com estrutura e medicações adequadas para o tratamento do AVC. O que estamos fortalecendo neste momento é a integração entre as unidades de saúde e o Hospital de Emergência, garantindo que o paciente seja identificado rapidamente, regulado com agilidade e chegue ao serviço de referência no menor tempo possível.”, explica o consultor.
O Hospital de Emergência já dispõe de tomógrafo e do medicamento trombolítico, utilizado para dissolver coágulos e minimizar as sequelas causadas pelo AVC, desde que administrado dentro do tempo adequado após o início dos sintomas.
Reconhecer os sinais
Para o neurologista Thiago Brito, o reconhecimento precoce dos sinais e a rapidez no atendimento são determinantes para o sucesso do tratamento.

“O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no país, e o fator mais decisivo para um bom desfecho é o tempo. Quanto mais rápido o paciente é reconhecido, encaminhado e submetido aos exames necessários, maiores são as chances de receber o tratamento adequado e reduzir as sequelas.”, reforça o médico.
A capacitação é voltada a todos os profissionais que atuam nas unidades de saúde, incluindo recepcionistas, maqueiros e equipes multiprofissionais formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e assistentes sociais. A proposta é garantir que toda a cadeia de atendimento esteja preparada para agir com rapidez e eficiência, desde a chegada do paciente até o início do tratamento.
Como reconhecer os sinais de um AVC
O Acidente Vascular Cerebral exige atendimento imediato. Ao identificar qualquer um dos sinais abaixo, é fundamental procurar uma unidade de saúde ou acionar o serviço de emergência:
- Fraqueza ou formigamento em um dos lados do corpo, especialmente em rosto, braço ou perna
- Dificuldade para falar ou fala arrastada
- Desvio da boca ou assimetria facial
- Perda de visão ou visão turva súbita
- Tontura intensa ou perda de equilíbrio
O atendimento rápido aumenta significativamente as chances de recuperação e reduz o risco de sequelas permanentes.







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