Governo do Amapá inicia Plantão Psicológico para ampliar o acolhimento especializado às mulheres LBTI
Iniciativa foca em terapia breve por livre demanda para reduzir espera e fortalecer a rede de proteção no estado.
As mulheres interessadas no acolhimento podem procurar o Centro AMA todas as sextas-feiras, das 9h às 12h e das 14h às 18h. A unidade fica localizada na Rua São José, nº 1570, no Centro de Macapá Com o objetivo de fortalecer a rede de proteção e garantir saúde mental acessível, o Governo do Amapá iniciou, nesta sexta-feira, 13, o projeto de Plantão Psicológico no Centro de Referência em Acolhimento às Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Trans, Travestis e Intersexo (Centro AMA LBTI). A iniciativa surge como uma resposta estratégica para reduzir a lista de espera da unidade e democratizar o atendimento especializado, oferecendo suporte emocional imediato.
Diferente do acompanhamento psicoterapêutico de longo prazo, o plantão foca no acolhimento de demandas pontuais. De acordo com a psicóloga Daniela Azevedo, que atua no Centro AMA, a nova modalidade busca ampliar o acesso de forma qualificada.

"Hoje, o Centro inicia uma nova modalidade de atendimento que busca ampliar o acesso ao serviço de saúde mental. O Plantão Psicológico vem com o objetivo de realizar psicoterapia breve, para fazer um acolhimento de escuta e orientação que não necessariamente passe por um atendimento a longo prazo. Estaremos de portas abertas para recebê-las", explicou Daniela.
A ação também possui um forte caráter de formação profissional. Os atendimentos são realizados por estudantes do 9º semestre de Psicologia da Faculdade Immes, que passaram por capacitação prévia sobre manejo e escuta sensível ao público LBTI. Para a estudante Gabriely Galan, de 21 anos, participar do projeto é uma oportunidade fundamental.

"É uma oportunidade incrível pra gente saber como atuar enquanto profissional. Aqui temos cursos de capacitação e é tudo mesmo pensado para formar profissionais qualificados", afirmou Gabriely.
Inserido na agenda de ações do mês de março, o projeto reforça o compromisso da gestão estadual com os direitos humanos e a visibilidade de grupos vulneráveis.
A gerente do Centro AMA LBTI, Simone de Jesus, destaca que o serviço é uma prioridade da gestão do governador Clécio Luís.

"Essa é uma política de governo do governador Clécio Luís, que está à frente da questão de direitos humanos. Quando se fala de mulher, tem que se falar também das mulheres transsexuais, travestis e intersexos. É importante reforçar essas lutas", ressaltou a gerente.
Simone enfatizou ainda que o Governo mantém frentes de atuação permanentes, como o projeto Gênero e Diversidade nas escolas, o suporte jurídico para casos de lesbocídio e transfeminicídio, e o acompanhamento de mulheres no sistema penitenciário. Além disso, o Estado trabalha na estruturação de um observatório de dados para mapear violências e melhorar a prevenção.
As mulheres interessadas no acolhimento podem procurar o Centro AMA todas as sextas-feiras, das 9h às 12h e das 14h às 18h. A unidade fica localizada na Rua São José, nº 1570, no Centro de Macapá.





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