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Macapá ,09/03/2026

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‘Protege o nosso direito à vida’, diz mulher atendida pelo Governo do Amapá na 4ª fase da Operação Satélite

Policiais penais reforçaram escuta e acolhimento às vítimas de violência doméstica na manhã de domingo, 8. À noite, operação intensificou repressão aos agressores monitorados por tornozeleira eletrônica.

agenciaamapa.com.br
‘Protege o nosso direito à vida’, diz mulher atendida pelo Governo do Amapá na 4ª fase da Operação Satélite Mulher atendida pelo Governo do Estado recebe orientações de funcionamento do botão do pânico

Menos de um ano após o início de um relacionamento, Maria (nome fictício para preservar a identidade da acolhida) passou a vivenciar agressões físicas e psicológicas frequentes, um suplício que somente teve fim depois que registrou denúncia pelo 190 e recebeu medida protetiva de urgência contra o agressor. Ela foi uma das mulheres atendidas pelo Governo do Estado na 4ª fase da ‘Operação Satélite’ neste domingo, 8, uma estratégia que previne a revitimização e amplia a eficácia das medidas cautelares às vítimas de violência doméstica.

Durante a operação, uma equipe da Polícia Penal realizou a entrega do botão do pânico diretamente na residência de Maria. O dispositivo é conectado à tornozeleira eletrônica do agressor e notifica tanto a mulher protegida quanto a Central de Monitoramento Eletrônico (CME) do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) caso ele se aproxime do local onde a acolhida esteja.

“É algo que protege nosso direito à vida, não é? A gente costuma pensar que ele vai mudar, e se não mudar, não adianta denunciar porque não acontece nada, mas esse pensamento é um erro que pode custar muito caro. Eu só consegui retomar minhas coisas, reconstruir minha vida, porque denunciei e porque sou atendida por esses policiais”, enfatizou a atendida sobre a importância de outras mulheres, que estejam passando por situação semelhante, denunciarem.

Equipe do Iapen em visita a casa de uma das acolhidas
Equipe do Iapen em visita a casa de uma das acolhidas
Foto: Iapen/Reprodução

Durante toda a manhã, mulheres como Maria foram visitadas, ouvidas e orientadas pelos policiais penais. Já durante a noite, o foco incidiu sobre homens condenados por essas agressões, que foram alertados sobre a regressão ao regime fechado caso se aproximem das vítimas. Essa tática já reduziu em mais de 83% as violações das zonas de exclusão em 2025 e, de acordo com o diretor adjunto do Iapen, Cézar Delmondes, reforça a presença forte do Estado no combate à violência de gênero neste Dia Internacional da Mulher.

Cézar Delmondes, diretor adjunto do Iapen
Cézar Delmondes, diretor adjunto do Iapen
Foto: Arquivo/GEA

"Desde a primeira fase da Operação Satélite, nenhuma das mulheres atendidas pelo Estado foram revitimizadas, esse é o melhor número que podemos apresentar, de vidas preservadas e da dignidade delas restaurada. Essa é uma pauta muito importante à gestão do governador Clécio, que definiu a proteção à mulher como prioridade", enfatizou Delmondes.

‘Em briga de marido e mulher’, ligue 190

A Segurança Pública é um dever do Estado, mas a responsabilidade é de todos e a sociedade amapaense pode contribuir denunciando descumprimentos de medida protetiva por meio do e-mail ouvidoria.iapen@ap.gov.br, ou ligando para os números 190 da Polícia Militar e 181 da Polícia Civil. Qualquer pessoa pode denunciar situações de risco atual ou iminente à integridade das mulheres e meninas.

Durante a noite, policiais penais ampliaram fiscalização de homens monitorados com tornozeleira eletrônica por violência doméstica
Durante a noite, policiais penais ampliaram fiscalização de homens monitorados com tornozeleira eletrônica por violência doméstica
Foto: Iapen/Reprodução

Casa da Mulher Brasileira

Mulheres ameaçadas ou vulneráveis em decorrência de violências doméstica, familiar e de gênero podem recorrer à Casa da Mulher Brasileira, entregue também neste domingo, 8, pelo governador Clécio Luís. O complexo, que reúne serviços de assistência e acolhimento às vítimas em um só lugar.

A estrutura reúne os principais órgãos da rede de proteção, como polícias Civil e Militar, Tribunal de Justiça (TJAP), Defensoria Pública do Estado (DPE), atendimento psicossocial, alojamento de passagem, brinquedoteca e espaços de qualificação e reinserção profissional.

A Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas por dia na Rua Floriano Waldeck, n⁰ 284, no Bairro São Lázaro, Zona Norte de Macapá.

Botão do pânico facilita contato de mulheres protegidas com policiais penais
Botão do pânico facilita contato de mulheres protegidas com policiais penais




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