Crise institucional em Macapá: STF afasta prefeito Furlan e vice na 2ª fase da Operação Paroxismo
Decisão do ministro Flávio Dino atinge cúpula do Executivo municipal; presidente da Câmara assume interinamente e promete transparência
Macapá (AP) – A política da capital amapaense foi sacudida na manhã desta quarta-feira (4) com o afastamento do prefeito Antônio Furlan (PSD) e do vice-prefeito Mário Neto por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida integra a segunda fase da Operação Paroxismo, que investiga supostas irregularidades em contratos da área da saúde no município.

Com a decisão, o presidente da Câmara Municipal, Pedro Dalua (União Brasil), foi notificado pela Polícia Federal e assumiu interinamente a chefia do Executivo. Após receber a comunicação oficial e cópia do processo — que tramita sob segredo de Justiça — Dalua se reuniu com vereadores da base governista e da oposição para discutir os desdobramentos da crise.
Em pronunciamento, o novo prefeito em exercício afirmou que a prioridade é compreender a dimensão dos fatos antes de qualquer posicionamento mais detalhado. “Vamos primeiro tomar pé da situação e reunir com os vereadores. O processo está em segredo de Justiça, por isso não podemos comentar o que está acontecendo”, declarou.
Dalua também garantiu que buscará dar transparência às próximas medidas administrativas. “Daqui vamos seguir para a prefeitura, reunir com a equipe técnica e, em seguida, informar a sociedade com mais propriedade”, acrescentou.
Durante o período em que estiver à frente do Executivo, a presidência da Câmara Municipal será exercida pela vereadora Margleide Alfaia (PDT).
Investigação envolve hospital municipal
A Operação Paroxismo apura suspeitas de direcionamento de licitação, além de possíveis crimes de corrupção relacionados às obras do Hospital Municipal de Macapá, localizado na zona norte da cidade. O empreendimento é considerado uma das principais obras da atual gestão na área da saúde.
Além do prefeito e do vice, também foram afastados por 60 dias servidores do setor de licitações da Prefeitura e a secretária municipal de Saúde, Érica Aymoré. As medidas cautelares têm como objetivo garantir o andamento das investigações e evitar eventual interferência na apuração dos fatos.

A reportagem do portalafnews.com aguarda posicionamento oficial da defesa dos citados. O espaço segue aberto para manifestações.
A decisão judicial aprofunda a instabilidade política em Macapá e coloca a administração municipal sob forte escrutínio público, em meio a uma investigação que pode redefinir os rumos da gestão na capital do Amapá.





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