Forças de Segurança Pública do Amapá participam de formação para comunicação humanizada à sociedade
A 4ª edição do Curso de Comunicação Organizacional aborda técnicas de aproximação com a comunidade e combate ao feminicídio.
Aula inaugural iniciou nesta segunda-feira, 2, para 45 agentes das forças de segurança Policiais, bombeiros e outros agentes da Segurança Pública do Amapá participam a partir desta segunda-feira, 2, da 4ª edição do Curso de Comunicação Organizacional (CCO). A capacitação, iniciada no "Mês da Mulher", busca o fortalecimento de uma comunicação humanizada e estratégica, alinhada aos princípios da Lei Maria da Penha e voltada para o atendimento qualificado às vítimas de violência.
A formação, que compreende 45 alunos, surge da constatação pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de que a maioria das vítimas de feminicídio não possuía registros de ocorrência ou medidas protetivas vigentes. Por isso, o curso busca aprimorar a comunicação institucional para romper barreiras e gerar a confiança necessária para que mulheres em situação de vulnerabilidade denunciem e busquem ajuda.

"Enfrentamos hoje um desafio gravíssimo, que não se restringe ao Amapá, mas que corrói o tecido social: a propagação das fake news. Combater a desinformação é um dever político. A comunicação é o pilar essencial da democracia e da gestão pública, por ela que garantimos à sociedade o direito de saber o que o Estado produz. Precisamos modernizar nossa linguagem e nossas metodologias para que a mensagem governamental seja compreendida por todos", enfatizou o secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, delegado Cézar Vieira.
Realizada com recursos federais, por meio do Instituto de Ensino de Segurança Pública do Amapá (IESP) e execução pela Polícia Militar, a capacitação tem duração de duas semanas e propõe um foco duplo na atuação dos agentes. No atendimento à vítima, busca-se consolidar uma linguagem que informe direitos e evite a revitimização. Já em relação ao autor da violência, a formação orienta para uma comunicação firme e técnica, reforçando a autoridade do Estado.
Cláudio Morais, soldado da Polícia Militar e aluno do CCO, atua na comunicação da Sejusp e reforça que o momento é um privilégio para a carreira profissional e no serviço público, com possibilidade de especializar as forças em áreas do conhecimento que, no dia a dia, podem ficar "desniveladas".

"É um curso que nivela a segurança pública como um todo. Uma oportunidade, num curto período, de você ter conhecimentos em diferentes áreas da comunicação ao mesmo tempo. Então, além da assessoria de imprensa e da redação jornalística, que já estão na nossa semana de trabalho, temos produtos de publicidade, fotografia, social mídia, até mesmo outra forma de captação de imagem, que hoje em dia fala mais rápido para a população, antes do texto", pontuou o soldado.
Diferente da comunicação pública, a comunicação operacional existe para agilizar a troca de informações entre militares, de forma protocolar e imediata. Porém, na hora de comunicar para a sociedade, é preciso ter a capacidade de transformar a informação, para que até o cidadão mais humilde consiga compreender com clareza.
Os alunos estarão imersos em uma rotina de estudos que inclui Cerimonial Público, Protocolo Militar, Assessoria de Imprensa e Media Training. Desta forma, o Governo do Amapá aproxima as instituições da população e garante que a política pública alcance efetivamente quem mais precisa, assegurando que o sistema de segurança seja visto como um ambiente de proteção e acolhimento.





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