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Macapá ,28/02/2026

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Governo do Amapá consolida o maior índice de dados genéticos por habitante e recebe destaque na perícia nacional

Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica lidera coletas de DNA, com mais de 360 perfis cadastrados em sistema integrado no país.

agenciaamapa.com.br
Governo do Amapá consolida o maior índice de dados genéticos por habitante e recebe destaque na perícia nacional Reconhecimento nacional ressalta liderança do Amapá na busca por resolução de crimes

O Governo do Amapá mantém a posição de vanguarda tecnológica ao ser homenageado pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos. O reconhecimento ao Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica do Amapá (PCIAP), concedido em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Ministério da Justiça, celebra o desempenho histórico da unidade amapaense no Banco Nacional de Perfis Genéticos.

Laboratório recebeu reconhecimento pelo terceiro lugar na categoria vestígios
Laboratório recebeu reconhecimento pelo terceiro lugar na categoria vestígios
Foto: Divulgação/PCIAP

No período entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o Amapá conquistou o 3º lugar nacional no cadastramento de perfis provenientes de vestígios, com 414 registros. Além disso, o estado foi reconhecido como o que primeiro atingiu a marca de 200 perfis cadastrados por 100 mil habitantes. Atualmente, esse número já supera a marca de 367 perfis registrados, mantendo a liderança absoluta no Brasil desde 2013. 

"Para nós, esse é um reconhecimento fundamental. É um trabalho que muitas vezes não aparece por ser realizado dentro do laboratório, mas que auxilia no esclarecimento de inúmeros crimes, não só no Amapá, como em nível nacional e internacional, pelas coincidências interestaduais e internacionais", destaca o perito criminal Pablo Sanchez, diretor do Laboratório de Genética Forense da PCIAP.

Perito criminal Pablo Francez, diretor do Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica
Perito criminal Pablo Francez, diretor do Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica
Foto: Divulgação/PCIAP

A partir dos dados coletados, é possível esclarecer crimes sexuais com a identificação da autoria, além de, ainda, identificar pessoas desaparecidas e cadáveres desconhecidos. Casos de homicídios e crimes contra o patrimônio também podem ser esclarecidos pelo DNA de contato que o criminoso deixa na cena. 

Fortalecimento do efetivo e equipamentos modernos

O avanço também é marcado pelo aumento de efetivo com o maior chamamento de concursados nos últimos três anos. Na Polícia Científica, já foram convocados mais de 50 aprovados, com 41 nomeações e outros 17 em processos de avaliação documental. Só o Laboratório de Genética Forense teve a equipe técnica dobrada desde 2023, saltando de 6 servidores para 13 peritos e 2 técnicos.

O resultado também é visto com a mudança e ampliação do laboratório forense, que foi realocado para a unidade da PCIAP em Santana, além do aumento de treinamentos de peritos criminais e padronização das "cadeias de custódia", procedimentos que melhoram a atuação das polícias em relação ao encaminhamento de materiais, com envelopes estéreis e adequados.

Diretora da PCIAP, Janaina Pereira, com servidores
Diretora da PCIAP, Janaina Pereira, com servidores
Foto: Divulgação/PCIAP

Participação internacional

A eficiência técnica amapaense atravessa fronteiras. O estado lidera o ranking nacional de coincidências internacionais (matches), com 7 registros confirmados em cooperação com a polícia da Guiana Francesa. O resultado coloca o Amapá à frente da Polícia Federal (2º lugar) e do estado do Pará (3º lugar) em termos de colaboração transfronteiriça para a elucidação de crimes.




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