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Macapá ,18/10/2026

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MORTE DO MAJOR ANDERSON: TRÊS POLICIAIS PENAIS SÃO LIBERADOS; UM PERMANECE DETIDO

Imagens de videomonitoramento estão no centro da investigação que tenta reconstruir a sequência dos disparos; policial penal deverá passar por audiência de custódia


MORTE DO MAJOR ANDERSON: TRÊS POLICIAIS PENAIS SÃO LIBERADOS; UM PERMANECE DETIDO VM - AF/ILUSTRATIVA

MACAPÁ (AP) – A investigação sobre a morte do major da Polícia Militar Anderson Leite Rodrigues Fernandes, de 38 anos, teve novos desdobramentos após policiais penais envolvidos na ocorrência serem apresentados no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do Pacoval, em Macapá.

Após os procedimentos realizados pela Polícia Civil e a coleta de depoimentos, três policiais penais foram liberados: Wilson Pontes Neto dos Reis, Sérgio Ricardo da Silva Guerra e Márcio Douglas Morais Amanajás.

O policial penal Uzias Palmerim de Santana Júnior permaneceu sob custódia e deverá passar por audiência de custódia, procedimento no qual o Poder Judiciário analisará a legalidade da prisão e decidirá sobre a situação cautelar do agente.

CÂMERAS PODEM AJUDAR A RECONSTRUIR A DINÂMICA

Um dos principais elementos analisados pelos investigadores são as imagens de videomonitoramento que registraram parte da ocorrência.

Os vídeos mostram momentos da confusão e da sequência de disparos. Esse material deverá ser confrontado com depoimentos, perícias e demais elementos reunidos no inquérito para estabelecer a cronologia dos acontecimentos e individualizar a conduta de cada envolvido.

A ocorrência aconteceu na manhã de domingo (27), após uma confusão em frente a um estabelecimento na Avenida Padre Júlio, em Macapá. O major estava de folga. Imagens divulgadas posteriormente registraram parte do confronto envolvendo o militar e policiais penais que também estavam à paisana.

PERÍCIA SERÁ FUNDAMENTAL

Apesar das imagens, ainda é necessário esclarecer tecnicamente qual disparo provocou a morte do major e qual foi a participação individual de cada envolvido.

A perícia deverá contribuir para determinar a origem e a trajetória dos tiros e confrontar esses dados com as imagens e os demais elementos reunidos pela investigação.

A liberação de três policiais penais não representa conclusão definitiva sobre eventuais responsabilidades. Da mesma forma, a manutenção de um dos agentes sob custódia não equivale a uma condenação.

O caso permanece sob investigação, e novas diligências deverão esclarecer a dinâmica completa da ocorrência e subsidiar as decisões do Ministério Público e do Poder Judiciário.

🪶 Jornalista Aldenor Filho

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