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Macapá ,17/10/2026

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CERCO À COMUNICAÇÃO DO CRIME: OPERAÇÃO MUTE APREENDE 24 CELULARES, DROGAS E ARMAS NA COLÔNIA PENAL DO AMAPÁ

Ofensiva nacional contra a comunicação do crime organizado chegou ao sistema prisional amapaense nesta terça-feira (22); aparelhos, entorpecentes, facas e outros materiais ilícitos foram retirados da unidade do regime semiaberto


CERCO À COMUNICAÇÃO DO CRIME: OPERAÇÃO MUTE APREENDE 24 CELULARES, DROGAS E ARMAS NA COLÔNIA PENAL DO AMAPÁ GTP-AP - AF/ILUSTRATIVA

MACAPÁ (AP) — Uma grande ofensiva contra a comunicação do crime organizado dentro dos presídios brasileiros mobilizou forças de segurança nesta terça-feira (22). No Amapá, a 13ª fase da Operação Mute resultou na apreensão de 24 aparelhos celulares, drogas, facas e diversos outros materiais ilícitos na Colônia Penal (COP), unidade que abriga internos do regime semiaberto.

A ação foi coordenada pela Polícia Penal do Amapá e integra a operação realizada simultaneamente em unidades prisionais de diferentes estados do país. O objetivo é localizar e retirar principalmente celulares utilizados irregularmente por presos, reduzindo a possibilidade de comunicação com pessoas fora dos presídios.

Durante as buscas na Colônia Penal, as equipes localizaram 24 celulares, chips de operadoras, 21 carregadores, dois fones de ouvido e um carregador de smartwatch.

A revista também encontrou 303 papelotes, 42 porções e 34 comprimidos, além de uma balança de precisão.

Entre os objetos potencialmente utilizados como armas estavam quatro facas e um martelo artesanal.

Também foram apreendidos 12 pacotes de fumo, 12 isqueiros, dois frascos de perfume e dois frascos de pimenta.

Todo o material foi recolhido para os procedimentos administrativos e legais cabíveis.

O diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), Emerson Silva, afirmou que a presença dos materiais ilícitos estaria relacionada às vulnerabilidades temporárias provocadas pelas obras de reestruturação realizadas atualmente na Colônia Penal.


Segundo o dirigente, a instituição descarta a hipótese de corrupção ou facilitação por parte de servidores.

“A revista ocorreu na Colônia Penal (COP), unidade que abriga internos do regime semiaberto. A instituição esclarece que a presença dos materiais ilícitos apreendidos decorre das vulnerabilidades temporárias geradas pelas atuais obras de reestruturação do espaço, descartando a hipótese de corrupção ou facilitação por parte de servidores”, detalhou Emerson Silva.

Um dos principais objetivos da Operação Mute é impedir que aparelhos celulares sejam utilizados para manter a comunicação clandestina entre presos e integrantes de organizações criminosas fora das unidades penitenciárias.

O bloqueio dessas comunicações é considerado estratégico pelas forças de segurança para dificultar a articulação de crimes, movimentações de facções e transmissão de ordens a partir do sistema prisional.

No Amapá, as varreduras são coordenadas pela Gerência de Inteligência e contam com apoio do Grupo Tático Prisional (GTP), equipes de plantão e do Canil do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).


Os cães especializados auxiliam na localização de celulares, drogas e outros objetos escondidos em celas e demais dependências das unidades.

A nova fase da Operação Mute reforça o cerco contra uma das principais ferramentas utilizadas pelo crime organizado dentro dos presídios: a comunicação clandestina com o lado de fora das muralhas.

🪶 Jornalista Aldenor Filho

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